Em nome do Grupo de Reflexão da Escola Católica (GREC), que reúne mensalmente no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) e é constituído por oito representantes da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP); Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC); Departamento da Escola Católica (DEC) e coordenado por D. António Marcelino, membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã (CEEC), partilhamos convosco a conclusão de várias reflexões sobre: “Quais os pontos comuns a todas as Escolas Católicas, a considerar no acto educativo?”
Foi decidido enviar estas conclusões a todas as escolas para que possam ser reflectidas e aprofundadas nos diferentes sectores da comunidade educativa.
Conclusões a que chegou a Equipa:
1. O modelo educativo da escola deve ser o modelo familiar porque é gerador natural de vida.
Este modelo alia a autoridade com o amor.
Sem este tipo de relação não é possível educar.
Autoridade ajuda o outro a ser “autor” e o amor é o ambiente normal para crescer.
A super protecção é uma forma de abandono e de empobrecimento.
A aliança dos pais com a escola gera-se num ambiente conquistador de confiança e respeito mútuos.
2. A relação educativa, cujo modelo é a relação familiar, pressupõe uma visão da pessoa e da educação.
Todo o processo se desenvolve a partir e tendo em vista uma antropologia cristã.
Atinge todas as vertentes da pessoa: inteligência, vontade, memória, afecto, relação…
O aluno é a razão de ser da escola.
É preciso ajudar o aluno a abrir-se e a intervir no meio em que vive, de modo activo e esperançoso, a começar na própria família, tal como ela se apresenta.
3. Jesus Cristo é para a escola católica o modelo e instância crítica da realização humana plena.
Só assumindo-O como tal nas nossas escolas, poderemos falar de um projecto de educação de qualidade ou de excelência.
Pel’ O Grupo de Reflexão da Escola Católica
Maria Helena Calado Pereira

Louvo e dou graças a Deus por mais um esforço que parece estar a ser feito no sentido de se agarrar com consciência a Escola Católica .Penso que não se pode meter tudo no mesmo saco. A palavra de Deus não pode ser acorrentada.«Ide e Ensinai» é muito vasto Jesus não quis que a Sua missão, a Palavra de Deus fosse proclamada à toa. Ele deixou a Igreja que é Ele. A Catequese é um dos meios mais antigos que os Apóstolos aproveitaram logo. Muito Bem. A Escola tem vindo a ser cada vez mais um meio por onde passa todo o homem. Há que aproveitá-la. Não terá a Igreja o direito de ter a Escola Católica? Se os governos dão essa possibilidade porque não aceitá-la, como meio específico de seguir o mandato de Cristo, sem a misturar ou fundir com a catequese, com a Evangelização, Missões ad gentes etc. etc? Porque não usar este meio se educação e cultura usando o direito de termos a Escola Católica seja ela das dioceses, paróquias, leigos responsáveis ou Institutos religiosos? É pena largarmos o terreno para industriais de educação e outras confissões que o sabem aproveitar. A Igreja não tem que ter medo! Só tem que ser fiel ao seu Fundador e ser outro Cristo como muito bem nos aponta Bento XVI. A sua palavra e as suas atitudes tem sido muito claras e destemidas Nele temos Cristo junto de nós! Ele tem sido e é exemplo! Há que estar atento, aprofundar e avançar. Lark Rodriguez