http://www.educris.com/

Terminada que está mais uma semana nacional da Educação Cristã, nada melhor do que sugerimos uma visita virtual ao sítio da Comissão Episcopal responsável por este setor, que tem, entre outras, a responsabilidade de coordenar as catequeses, a disciplina de educação moral e religiosa católica (EMRC) e as escolas católicas. Apesar de ainda no passado recente termos trazido para esta rúbrica este sítio, consideramos que, com a versão recentemente lançada e completamente renovada deste espaço virtual, é claramente merecedora deste destaque.

Na página inicial encontramos quatro grandes áreas que depois se complementam com oito opções, tornando assim a navegação e a distribuição dos conteúdos bastante apelativa e simples. Analisando o espaço do âmbito de atuação desta comissão episcopal, verificamos que os conteúdos existentes nas, já referidas, quatro grandes áreas (EMRC, Catequese, Escolas Católicas e Comissão Episcopal) não sofreram grandes alterações, comparativamente com a versão anterior.

A grande mudança prende-se essencialmente, nas restantes opções que dispomos. Em “Centro de Recursos”, encontramos um conjunto bastante alargado de conteúdos, nos mais variados formatos (texto, áudio, vídeo, powerpoint, imagens), suportados por um motor de busca que nos facilita a pesquisa. Uma das maiores inovações está no item “Tv Online”, onde dispõe de registos em formato de vídeo de muitas conferências, debates e outros encontros que vão sendo organizados por este secretariado. Caso pretenda ficar informado acerca dos mais variados acontecimentos e novidades sobre a temática da educação cristã, basta clicar em notícias. Na opção “Galeria”, encontra devidamente catalogadas, um conjunto enorme de registos fotográficos dos diversos eventos nacionais. O espaço “agenda”, procura manter informadas todas as pessoas que visitam este sítio, por forma a ficarem a conhecer as datas e os locais dos eventos relacionados com a área de atuação do SNEC. Por último em “edições SNEC”, pode consultar todas as publicações realizadas por este secretariado e em algumas delas, com a possibilidade de aceder a partes do seu conteúdo.

Aqui fica a sugestão de visita constante a este espaço virtual, por parte de crianças, adolescentes, jovens e adultos, sejam eles catequistas, professores, educadores ou encarregados de educação, pois este sítio dispõe de conteúdos bastante relevantes para o setor da educação cristã.

Fernando Cassola Marques, in Agência Ecclesia.

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Lisboa, 06 dez 2011 (Ecclesia) – A Sociedade Bíblica de Portugal lançou uma tradução da bíblia para ler e ouvir em formato digital, através de uma aplicação gratuita disponível para dispositivos com sistema operativo iOS (iPad e iPhone) e Android.

Em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, aquele organismo realça que esta “Bíblia para todos”, completamente em português, “caracteriza-se pela utilização de linguagem corrente e acessível a pessoas de diferentes idades e níveis de instrução”.

“A sua tradução e revisão foram fruto de mais de 30 anos de um rigoroso trabalho de uma equipa de peritos católicos e protestantes”, complementa ainda a Sociedade ligada à Aliança Evangélica Portuguesa.

Depois desta tradução ter saído em formato de livro, em 2009, e com complemento áudio em novembro deste ano, os dois suportes estão agora disponíveis, a nível global, para todos os principais sistemas operativos, incluindo Blackberry, Windows Mobile e Symbian , através das aplicações “Bible.is” e “Bible App / YouVersion”.

“Esta última já foi instalada em dispositivos digitais por 34 milhões de vezes, o que torna o texto mais lido do Mundo numa das aplicações mais descarregadas de sempre”, sublinha a Sociedade Bíblica.

A “Bíblia para todos” está ainda acessível através dos sites http://www.abibliaparatodos.pt/http://www.biblia.pt/.

A Sociedade Bíblica Portuguesa é uma organização cristã interconfessional que começou a sua atividade de distribuição da Bíblia em Portugal há mais de 200 anos.

JCP

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Lisboa, 08 nov 2011 (Ecclesia) - Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional da Cultura, afirmou que a relação entre a Igreja e a Cultura deve passar pelo testemunho dos cristãos “na arte e na vida”.

“Não há um romance cristão como não há uma arte cristã. Há, sim, cristãos na arte e na vida”, afirma, em depoimento que integra a edição de novembro de 2011 do "Observatório da Cultura" (n.º 16).

Para Guilherme d'Oliveira Martins, entrevistado pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), “como é bem evidente no inesperado encontro de Cristo com a samaritana, do que se trata é de dar testemunho pela dignidade humana não numa sociedade formatada e perfeita, mas entre a imperfeição e a estranheza”.

Filipa Oliveira, curadora de Artes Visuais, assinala que a separação entre Igreja e Cultura é “perda para os dois lados”.

“A cultura contemporânea está impregnada por uma espiritualidade profunda e a Igreja, na maior parte dos casos, está afastada das manifestações culturais de mais vanguarda. Penso que um repensar desta ligação através de projetos que podem ser pontuais ou mais a longo prazo seria um desafio muito enriquecedor”, observa.

Já o padre Duarte Melo, diretor do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, Açores, afirma que para a Igreja, na sua relação com a Cultura, “é importante conservar a sua intrínseca unidade e não se deixar contaminar pela cultura do slogan”.

“Um diálogo teimoso e criativo com a pluralidade favorecerá a Igreja e a sua missão no mundo”, precisa.

Duarte Brito de Goes, do Grupo Política e Sociedade do SNPC, refere, por sua vez, que é preciso fazer “renascer” os tempos em que a Igreja era a “fonte da Cultura”.

“Num momento em que o mundo se centra no económico e no material, caberá à Igreja ser um centro de promoção do Homem em todas as suas vertentes”, assinala.

Os textos desta edição são gradualmente disponibilizados no site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

SNPC/OC

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Chega setembro e damos por nós a conjugar regressos. Há duas maneiras de encarar este reencontro com o nosso quadro habitual de vida. Podemos entendê-lo como um retomar simples de um percurso que a pausa estival interrompeu. Voltamos aos mesmos lugares, ao mesmo ritmo, aos mesmos tiques rotineiros, como se a vida fosse um contínuo inalterado. Ou podemos voltar, tendo ganho uma distância crítica e criativa, em relação ao modo como habitamos o real que nos cabe. Sentimos então, como naquele verso de Rainer Maria Rilke, que temos de chegar ao que conhecemos e arriscar olhá-lo como se fosse a primeira vez. De facto, a vida, nas suas várias expressões (laborais, familiares, afetivas…) precisa de recomeços que o sejam verdadeiramente. Não nos podemos instalar simplesmente nas vitórias de ontem, nos saberes adquiridos de um dia, nas experiências de uma determinada etapa. O recomeço supõe uma abertura esperançada em relação ao hoje, encarando-o com a pobreza e a ousadia de quem aceita, depois de ter percorrido já uma estrada, considerar que está novamente, e que estará até ao fim, a viver sucessivos pontos de partida.

Neste sentido, precisamos de jogar a vida no aberto, mantendo uma plasticidade interior que é um grande investimento de confiança no modo como Deus se vai manifestando a cada momento.  Talvez precisemos todos escutar mais profundamente a vida para captar essa novidade que nos chega por dentro, esse refazer das disposições interiores, essa rejuvenescida vontade de nos pormos à estrada, quando a tentação que nos sobrevém, a dada altura, é a de nos arrumarmos num canto qualquer.

Há aquela frase exigente e fantástica que o D.Quixote repetia: “vale mais o caminho do que a estalagem”. Setembro abeira-se de nós assim, desafiando-nos não a um regresso à estalagem, à zona de conforto, à vida tornada mais ao menos maquinal, mas a expormo-nos aos reinícios autênticos, ao refazer humilde e apaixonado do nosso labor, às aprendizagens que nos avizinham silenciosamente do definitivo escondido no provisório que tateamos.

José Tolentino Mendonça

Agência Ecclesia

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Realizou-se nos dias 8 e 9 deste mês, em Valadares, Seminário da Boa Nova, com mais de duzentos participantes, um Colóquio internacional, subordinado ao tema: "Quem foi (é) Jesus Cristo?"

Jesus Cristo está na base da maior religião: mais de dois mil milhões de seres humanos espalhados pelo mundo reclamam-se hoje da fé nele e dizem-se cristãos. A sua figura foi de tal modo determinante que a História se dividiu em antes e depois de Cristo. Ninguém tem dúvidas de que sem ele a História seria diferente.

No entanto, viveu num recanto do Império Romano e a sua intervenção pública pode não ter chegado a dois anos. Morreu como blasfemo religioso e subversivo social e político. Uma coligação de interesses religiosos e políticos de Jerusalém e Roma condenou-o à morte e morte de cruz, própria dos escravos.

Com essa morte ignominiosa, deveria ter sido o fim. O que se passou, para que, pouco depois, tivesse começado em seu nome um movimento que transformou o mundo e que chegou até nós? Após a dispersão, os discípulos voltaram a reunir-se, afirmando que ele está vivo em Deus.

Como escreve o historiador E. P. Sanders, professor em Oxford e Cambridge, "sabemos quem foi Jesus, o que fez, o que ensinou e porque morreu; e, talvez o mais importante, sabemos como inspirou os seus seguidores, que, por vezes, não o entenderam, mas que lhe foram tão fiéis que mudaram a História". "Em rigor, a ressurreição não faz parte da história do Jesus histórico, mas pertence ao resultado da sua vida."

Sem a convicção de fé dos discípulos de que ele é o Vivente em Deus, não haveria cristianismo. Só assim se entende a passagem do Jesus da história ao Cristo da fé, de tal modo que o seu nome agora é Jesus Cristo, Jesus em quem se acredita como o Cristo, o Messias e Filho de Deus.

Para os crentes, se Jesus não fosse o Cristo, não passava de mais um combatente bom pela Humanidade e um revolucionário crucificado. Há, porém, um outro perigo, mais subtil: o de se ficar apenas com o Cristo Senhor glorificado, esquecendo o Jesus histórico de Nazaré, e o que ele queria, e o que ele fez, numa mensagem e comportamento que o levaram à cruz.

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